sábado, 6 de dezembro de 2014















Eu sou uma menina normal. Normal se não me ouvisse, pois, como diria a frase famosa: de perto ninguém é. E, de dentro, eu sou uma tremenda bagunça maior que a do meu quarto. Nunca me arrumei nesses dezenove anos de idade e se alguém pudesse assistir a essa minha bagunça interior, diria-me para arrumá-la imediatamente. Mas felizmente ninguém me enxerga de onde escrevo. O caos é só meu e de dentro eu me enlouqueço.
Dei para imaginar como seria dividir os meus sentimentos de angústia com alguém. Não dividi-los numa conversa com a terapeuta, com a melhor amiga, o namorado, com a mãe; e sim, se essas pessoas pudessem sentar conosco em nossos pensamentos e, pouco a pouco, fossem os acalmando e os substituindo em construtivos. Como seria bom. Mas não: só eu me posso encarar de frente e os meus demônios estão todos reunidos. Só eu que posso arrumar a minha bagunça interna, nenhuma mãozinha para essa faxina. Os pesadelos são só meus e a tempestade, daqui, parece não dar trégua e anunciar dias melhores.

Volto com boas notícias, espero,
Melinda

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